terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apocalipse



Os quatro chegaram.
O apocalipse é eminente.
O pessimista disse sim!
O otimista disse não!


Os quatro avançaram.
O apocalipse é eminente.
Sem amor e encanto.
Sem crença e opção.
E o pessimista disse sim!
O otimista disse não!


Os quatro atacaram.
O apocalipse é eminente.
A arma e a paixão.
A palavra e a emoção.
O amor é escudo.
A chance na mão!
O pessimista disse sim!
O otimista,disse não!

Os quatro passaram !

By Jorge Magalhães

O Muro


De um lado do muro,
Tudo que se diz,
Tudo que se faz,
Nunca é de menos,
Nunca é de mais
Nunca satisfaz.

O excesso é o ideal.
O excesso é o normal.
Muito sexo.
Muita sacanagem
Muita terra.
Muita mentira
Muita guerra.

Do outro lado,
Tudo que se diz,
Nunca se faz,
Sempre é de menos
Nunca é de mais,
Pouco, satisfaz.

A miséria é a meta
O miséria é o ideal.
O miséria é o normal.
Muito lixo.
Muita sacanagem
Muita reza.
Muito pano.
Muito engano.

Em cima do muro,
Lugar de Deuses,
Reis da verdade,
Senhores do destino,
Humanos de traços finos,
Criadores de sonhos e pesadelos.

By Jorge Magalhães

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ir além

Ir além.
Além de que?
Além de tudo ou um pouco mais,
Pra que?
Sei lá! Tem que ir para chegar.
Chegar onde?
Lá ou um pouco mais!
Mas se não chegar?
Aí você não foi!
Isto é bom ou ruim?
Não sei ! Precisa ir para saber.
De qualquer forma prefiro ficar.
Mas vão lhe deixar ?
Sei lá !
Não fui eu que inventei esta situação.
Que situação?
Esta de ir além.
Então! Está bem?
OK,vamos não!
Mas, me dá sua mão.

By Jorge Magalhães

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Espectro

O espectro de cores
O espectro de sentimentos
Poderiam se relacionar ?
Não sei !
Posso tentar !
Felicidade ou tristeza !
A ausência de qualquer sentimento, seria o que ?
Tristeza ou Alegria?
A ausência de todas as cores é negra
A ausência de sentimentos poderia ser triste.
Mas a ausência de sentimentos não nos fariam sentir tristeza!
Também não é certo que nos sentiríamos felizes!
Por outro lado a presença de todas as cores é a branca paz
Paz pode ser alegria !
Mas vem depois de tristezas , muitas vezes !
Pensando então na presença de todo espectro de sentimentos
Também não é certo que nos sentiríamos felizes.
Mas é certo que sentiríamos alguma coisa.
Isto talvez fosse felicidade e poderia nos tornar leves ,nos sentindo assim
Poderia nos tornar felizes só em pensar assim.
Mas e a Paz!
Se fosse ela que resultasse deste somatório de sentimentos.
Poderia ser triste ?
A Paz também poderia vir depois de muitas alegrias
Mas a escuridão também poderia
Ambos espectros poderiam ser ligeiramente tristes
Ou seriam ligeiramente alegres !
Se faltassem todos os sentimentos
Poderia ser a indiferença , mas sem ódio e raiva
Quem sabe não seria o ideal!
A escuridão seria igual a paz ?
Ou seria cristalina como a “Paz”.?
Como a escuridão poderia ser cristalina?
A escuridão confundida ao sentimento
Logo a ausência de cores é negra mas pode ser branda e calma como a paz
Pode significar também tristeza ,depressão.
A presença de todas as cores é o branco
Mas pode ser o branco do inócuo ,o do nada, o transparente.
Pode ser felicidade, mas também pode ser tristeza.
São sem dúvida relativos
Mas não existe nenhuma relação .

By Jorge Magalhães

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Crianças apesar de minhas crenças ( A Crônica ) - Um novo ciclo se inicia

Caro leitor

Espero que você aproveite este ensaio de poemas e crônicas populares já que quem o escreveu pode não ser um exímio conhecedor da língua portuguesa , mas tinha e tem muita coisa para colocar pra fora , em forma de sentimento escrito.
Sabe, nunca fui muito preocupado com as concordâncias, os versos e as rimas, mas sim com a expressão correta e clara do que tinha de passar para meu leitor.
Espero que curta este novo estilo e que este o encoraje a escrever também, pois a poesia expressa de forma pura e popular pode superar de muitas formas uma escrita ortodoxa e chata, onde você normalmente tem que buscar conhecimento lá do fundo do baú para entendê-la .
Lembra de nossas antigas escolas em que éramos abrigados a ler coisas que não nos diziam nada , somente para sermos argüidos e ato contínuo arquivá-las para o esquecimento. Pois bem estou te desafiando a vir comigo , lendo, opinando e apostando nesta nova viagem em que escrever e ler pode ser uma coisa simples e sem grandes mistérios, bastando para isto; você , sentimento, inspiração e um bom corretor de texto. É claro !
Ah, me chame de Carlos Renato ( O Executivo em Pânico para os mais chegados)
Já que somos amigos , já me sinto melhor assim .
Se gostar é só escrever e postar comentários neste Blog.

Um grande abraço.



CRÔNICA

Crianças, apesar de minhas crenças

Um homem foi morto na cadeira do bar ao lado de uma criança!
Se mata um pai ao lado do filho?
É claro que não se mata ninguém, ainda mais ao lado de um filho.
Neste caso, no entanto, me parece pior.
Um homem foi morto na cadeira do bar ao lado de seu filho!
Que tipo de homem mata um pai ao lado de seu filho?
Será que é do tipo que nunca terá um filho?
Se não fossem as minhas crenças, diria que é do tipo de homem que nunca foi um filho.
Diria que é do tipo de homem que nunca foi criança.
Mas isto não é possível!
Um homem tem que ter sido uma criança!
Dizem que as tais distorções sociais explicam tudo.
As crianças podem se tornar homens vis, fúteis, medíocres, vingativos e assassinos.
Não acredito! As crianças não!
Talvez as crianças nunca cresçam!
Talvez este tipo de homem simplesmente apareça do nada e mate.
Talvez este tipo de homem seja tão indigno que não tenha sido criança.
Se não fossem minhas crenças, diria que é impossível associar este homem com uma criança.
E com as minhas crenças, tenho muito medo de concluir, admitir e acreditar que esta metamorfose pode acontecer.
Tenho muito medo em constatar que esta transformação é rotineira.
Se não fossem as minhas crenças, preferiria acreditar que o assassino que surgiu do nada.
Que nunca foi criança, pai ou filho.
Que por instinto ou destino.
Por ser fútil, medíocre, vingativo e cretino.
Matou sem motivo uma criança que estava sentada na cadeira do bar ao lado do seu filho.


By Jorge Magalhães